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segunda-feira, 17 de maio de 2010

E O REUNI?

O REUNI é um programa do Governo Federal, instituído pelo Decreto Presidencial 6.096 de 2007.

Muito se tem especulado a respeito do REUNI, mas, apesar de o Programa já ter sido aprovado em 2007, muitos membros da comunidade acadêmica ainda não o conhecem a fundo, o que gera desinformação e um entendimento equivocado sobre a sua implantação na UFAL. Os dados sobre a implantação do REUNI em nossa Universidade estão divulgados no site da UFAL e por isso não vamos nos ater a eles (entre no site e confira poucos dos que têm “opinião” a respeito do REUNI fizeram isso). Aqui explicamos e alguns pontos o porquê de sermos A FAVOR DO REUNI!

Primeiro: a idéia de que o REUNI vem para “sucatear” ou “privatizar” a Universidade é no mínimo fruto de uma falta de leitura do Programa e do Decreto. Pelo contrário, o Programa prevê o aumento de verbas públicas para as Universidades que aderirem assim como maiores investimentos em estrutura e assistência estudantil. Sucatear melhorando a estrutura da Universidade? Privatizar destinando mais verba pública com maior contrapartida do Estado (MEC)? Incoerente, não?

Segundo: salas de aula lotadas, muito aluno pra pouco professor, entrada em massa na Universidade sem estrutura para receber esses alunos: tudo mito. As novas construções de blocos (basta passear na UFAL e ver) mostram que é possível receber muito mais estudantes em novas turmas, não precisa ficar todo mundo na mesma turma, basta fazer uma operação matemática simples de divisão: uma turma de 50, pode virar duas de 25. E professor? O REUNI da UFAL também prevê o aumento gradual de verbas para docente, inclusive concurso para professor da UFAL, que era coisa raríssima até 2001, tem edital aberto recorrentemente. Não ficou sabendo? Novamente site da UFAL, é só entrar lá e ver.

Terceiro: A implantação do REUNI em cada Universidade se dá a partir do Programa Nacional, mas quem define as prioridades e metas de cada Universidade é o Conselho Universitário, que por sua vez recebe a contribuição de cada Unidade Acadêmica. Os conselhos de centro e unidades apresentam suas demandas para o programa e, a partir das demandas concretas de cada curso, é que se definem as linhas do programa em cada Universidade. Você conhece o programa da sua unidade acadêmica? E os estudantes do seu curso, participaram dessa discussão ou ficaram só na base do “sou do contra”?
Por fim, não queremos dizer aqui que o REUNI é tudo o que queremos e que está perfeito como está. Ainda há algumas falhas e gostaríamos que os avanços fossem maiores e se concretizassem mais rapidamente. Precisamos de um RU mais estruturado, de uma Residência Universitária bem organizada e que atenda à demanda, de melhorias no transporte dos estudantes que precisam se deslocar pelo campus ou para outros municípios, maior celeridade nas obras dos campi Arapiraca e Sertão. Porém, não podemos ser incoerentes com os fatos: O REUNI está sim ajudando a melhorar a UFAL. A chegada da UFAL no sertão é uma conquista de todo o povo alagoano, assim como o aumento no número de bolsas trabalho e pesquisa têm possibilitado a muitos estudantes concluir o seu curso. Fora a maior interação da UFAL com a comunidade e os muitos novos projetos de pesquisa financiados pela própria UFAL. Defendemos o REUNI principalmente porque não é um projeto pronto e acabado, as melhorias em nossa universidade dependem da participação contínua de toda a comunidade acadêmica. Isso feito conjuntamente, sem tentativa de imposição de qualquer opinião por nenhuma parte, é a melhor forma de construirmos a Universidade que queremos.

A União Nacional dos Estudantes - UNE

Mais do que o órgão de representação dos estudantes universitários, a União Nacional dos Estudantes (UNE) é uma das principais organizações da sociedade civil brasileira, com uma bela história de lutas e conquistas ao lado do povo brasileiro. Hoje a UNE segue na luta por uma educação pública e de qualidade, por um país soberano e um mundo justo. Nesse próximo período a UNE aprofundará sua luta pela aprovação do Projeto de Reforma Universitária dos estudantes brasileiros, que está em tramitação no Congresso Nacional.
Outra bandeira de destaque é a destinação de 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação, o que poderá colocar o Brasil no ranking mundial dos países com maior investimento em educação. A UNE possui uma atuação diversificada, através da realização das Bienais de Arte, Ciência e Cultura, do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), o Novo Projeto Rondon e campanhas como “A Amazônia é do Brasil” e “Software Livre Já!”. Achamos que é preciso inovar e diversificar ainda mais, para manter mais viva do que nunca um dos maiores patrimônios do movimento social brasileiro que é a UNE. O Movimento Estudantil da UFAL deve abraçar também essas bandeiras, contribuindo com as lutas dos estudantes de todo o país.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Expansão que defendemos!

Instituto de Matemática comemora quatro anos de avanço

Jhonathan Pino - jornalista

O ano em que tudo começou foi 2006. Com a aprovação do estatuto da Universidade Federal de Alagoas em 2003, foram implantadas as exigências para a transformação dos centros em unidades acadêmicas. Diversos cursos enviaram projetos, mas apenas 21 unidades atenderam aos critérios exigidos: ter pelo menos um curso de graduação, um de pós-graduação, um grupo de pesquisa, um programa de extensão, quadro docentes qualificados e infraestrutura adequada. Assim nasceu o Instituto de Matemática (IM).


Os professores Amauri Barros e Adiel Guerra formaram a primeira diretoria do IM em 2006. Apesar de ter nascido em 1974, o curso ainda apresentava inúmeros problemas estruturais, como a falta de recursos humanos. “Em 2006 eram apenas 21 professores e dois técnicos para cuidar de toda atividade acadêmica e administrativa do curso. Além disso, não existiam bolsistas de trabalho e apenas um monitor” relata Amauri Barros, diretor reeleito do IM.

“Tanto as linhas de pesquisa, quanto a parte física eram limitadas, e isso se refletia no baixo número de professores doutores, como também no número de alunos formados”, diz Amauri. Até o ano de 2003, o número de formandos, que não chegava a dez por ano, saltou para mais de 30.

A carência de espaço físico também deixava os professores sem gabinetes. A estrutura do Instituto se resumia a uma sala climatizada para pós-graduação, uma sala de seminários e nenhuma sala voltada para a graduação. “Se a situação não era boa para os estudantes do turno vespertino, ficava pior no caso dos alunos da noite, que tinham que estudar em outros blocos”, explica o professor.

Nova estrutura

Segundo Amauri, a situação da Unidade começou a mudar no ano de 2006, com a consolidação do Mestrado e a elevação do número de vagas de cinco para dez. No ano de 2009, o Instituto também teve o seu Doutorado aprovado, e o curso aumentou para quatro o número de linhas de pesquisa. “Em um período de quatro anos, tivemos 15 projetos de pesquisas aprovados, o que nos totalizou mais de um milhão em recursos”, enfatiza Amauri.

Nesse período, o antigo prédio do IM teve recuperado os seus laboratórios, biblioteca e salas de aula de graduação, além da criação do Centro de Pesquisa em Matemática Computacional (CPMAT), com seis gabinetes de professores e três laboratórios de informática. Ainda este ano, está prevista para agosto a criação do novo prédio do Instituto, com dez salas de aula, dois laboratórios de ensino e dez novos gabinetes para os professores.


O Instituto, que anualmente oferece 140 vagas para vestibular e atende mais 70 turmas de outras unidades, também transpôs o mundo acadêmico. “Nos anos de 2008 e 2009 capacitamos mais de cinco mil professores de 97 municípios alagoanos, e nossos alunos fizeram parte de inúmeros projetos de extensão, como cursinhos pré-vestibulares comunitários”, relata o professor.

Prestação de contas

Em apresentação panorâmica do quadriênio à reitora Ana Dayse Dorea, professores e alunos do curso, no dia 23 de abril, a reitora parabenizou a atitude de trazer à comunidade do IM essas informações e compartilhar com a administração os resultados. “Não podemos esquecer os investimentos feitos no Instituto, que fazem parte da nova política adotada pelo Governo Federal, possibilitando a reestruturação das Universidades. Isso se deve ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni)”.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um Pouco Sobre como Pensamos...

Vivemos na UFAL um período diferente. Presenciamos o crescimento da Universidade em várias áreas, na medida em que aumentam também nossas expectativas e a vontade de estudar numa instituição sempre melhor. Os avanços conquistados nos últimos anos aqui na UFAL são bem-vindos, porém não satisfazem ainda todas as demandas da nossa Universidade. O Movimento Estudantil precisa participar desse novo momento de maneira Ativa e Positiva. É preciso abandonar as velhas formas e nós da Chapa 1 acreditamos que isso é possível .

Essa nova realidade que encontramos na UFAL é fruto de maiores investimentos realizado nas Universidades Públicas de todo o país, através do REUNI, mas é também conquista de todos aqueles que acreditam que mais vale dar um passo à frente do que ficar parado. De fato, as melhorias são muitas, como a ampliação da UFAL nos campus Arapiraca e Sertão, construção de novos blocos em Maceió e o Fortalecimento da Pro-reitoria Estudantil, que há alguns anos era ameaçada de ser extinta. Porém, de maneira nenhuma podemos nos acomodar ou achar que tudo está bom como está. O movimento estudantil precisa ser ativo para alcançar ainda mais melhorias e isso se faz com uma postura conseqüente e propositiva, dialogando com os demais setores da comunidade acadêmica.

Infelizmente, uma parcela do Movimento Estudantil ainda insiste em repetir os mesmos discursos e idéias de sempre, se negando a compreender que a realidade mudou, a Universidade mudou, os estudantes mudaram e o Movimento Estudantil também precisa mudar. Não dá mais pra ficar fazendo o discurso “contra tudo e contra todos”, pois essa postura apenas desgasta a imagem do DCE perante os estudantes e a comunidade acadêmica.

Nós da chapa 1 “Da Unidade Vai Nascer a Novidade” propomos que o DCE amplie a sua atuação e que seu eixo de trabalho seja Política-Cultura-Ciência-Esporte, sem priorizar uma delas, mas compreendendo que são áreas que se complementam. Apresentamos nossas principais propostas e idéias, mas estamos abertos a contribuições.